Esporte – 19/10/17 – 14h35 – Brasileiro: muita expectativa, pouca emoção.

Fazia tempo que eu não escrevia: futebol brasileiro dá depressão.

Pois bem, quarta-feira é dia de futebol. À tarde temos jogos pela fase de grupos da Champions League. E à noite, temos os jogos do Brasileiro.

Pela Champions, muitos gols, muita disposição. Alguns jogadores destaques, algumas equipes mais fracas.

Pelo Brasileiro, poucos gols, falta de vontade, poucos jogadores em destaque e muitas equipes fracas.

Claro que o investimento europeu, a situação financeira europeia, os gramados europeus e a seriedade de clubes e dirigentes são muito maiores do que no Brasil. Mas talento, sempre disseram que tivemos muito mais do que eles; que aqui é o país do futebol. Era, não é mais. E faz tempo isso.

Nossos garotos, promessas são levados muito cedo, por cifras milionárias para os nossos paupérrimos padrões. E isso só é bom para o bolso dos dirigentes e empresários. Nem para o futebol brasileiro e nem para os próprios garotos, que muitas vezes fazem um ótimo primeiro contrato, mas só. Não evoluem, não crescem, não se adaptam e são engolidos pelos europeus.

Dá pena olhar para o nosso país e para o nosso futebol. Os cenários são cada vez mais desoladores, mais obscuros e tenebrosos.

Ontem, o fraco Vasco venceu o fraquíssimo Atlético-GO, por 1 x 0, com um gol contra. E só.

O péssimo Coritiba venceu o ioiô Cruzeiro por 1 x 0, também com um gol contra. E só.

Outro ioiô, o Botafogo conseguiu empatar em 1 x 1 com o patético Avaí, somente no final do jogo. Lamentável.

A Chapecoense conseguiu aos trancos e barrancos uma importante vitória, por 3 x 2, de virada, contra o Atlético-MG, no Horto. Dois times que ainda precisam se preocupar com a possibilidade da Série B em 2018. Robinho, aquele das pedaladas, para humilhar o adversário resolveu perguntar ao jogador da Chape “em que times ele tinha jogado?”. Patético, vindo de um ex-jogador em atividade, que saiu de reserva no time da China para enganar os otários dirigentes e torcedores brasileiros.

Robinho, agora eu te pergunto: “vai enganar que ainda joga futebol até quando?”. E tem time da ponta da tabela que ainda pensa em contrata-lo.

Em outro jogo de desesperados, o Fluminense precisou de dois minutos para jogar a pá de cal no São Paulo. 3 x 1, com direito a gol irregular (o segundo do tricolor carioca). Mas o que ficou nítido é a péssima qualidade técnica e tática dos dois times. Principalmente do São Paulo, que até agora no campeonato só conseguiu uma única vitória como visitante. Ainda bem que os próximos dois jogos do tricolor paulista são como mandantes, no Pacaembu, enquanto o U2 canta no Morumbi.

E para finalizar, o pior jogo do dia: o confronto entre o líder e o vice-líder do campeonato. Corinthians e Grêmio entraram em campo em Itaquera. Mas na verdade, nenhum dos dois com vontade e com capacidade de jogar futebol. Horrível.

O Corinthians só pensou em não perder para não sair da sua confortabilíssima zona de conforto e de pontos de distância para os que vêm atrás. E o Grêmio porque está com a cabeça na Libertadores, achando que será campeão e não amargará mais uma eliminação no ano.

Se o jogo mais esperado da rodada, entre líder e vice-líder, foi um 0 x 0 para lá de horroroso. Um 0 x 0 que nem na várzea, nas quebradas é aceitável, o que podemos falar do futebol, ou melhor, do esporte brasileiro?…

Que dá depressão!

“Eu torço, mas não distorço”.

“Com todo o respeito. TG”.

Anthony D'Vally

Jornalista, com larga experiência no esporte, passou na qualidade de atleta profissional, por grandes equipes do futebol brasileiro e exterior, Guarani FC/SP, Olaria/RJ, CSA/AL, NAC/AM, C.A. Juventus/SP e América/México e Desevolve desde 2001, trabalho voluntário na formação de jovens atletas e principalmente cidadãos.

Website: http://blog.wladsports.org.br

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